Não vale a pena!

Publicado: 12th Janeiro 2012 por Maurício em Gospel, Interessante, Tudo Resumido
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“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.” (Salmo 23:4) Salmo maravilhoso não é mesmo?! Sem falar de todo capítulo 23: um verdadeiro alívio da parte de Deus para alma. Muitos até decoram esse capítulo, ou colocam a bíblia aberta nele no meio da sala. Portanto hoje quero enfatizar esse salmo, pois me chamou muita atenção. Assim que observei atentamente as palavras citadas, visualizei uma ovelha querendo sair ansiosamente de perto de suas amigas. Porém o pastor, antecipando o perigo, estende seu braço e com o cajado a puxa pelo pescoço. Imaginem a dor da ovelha! Enquanto ela faz força para sair de perto de suas amigas, o pastor a puxa. E claro; a força do pastor é maior, apertando o pescoço da ovelha, provocando a dor. Planos frutados. A ovelha queria tenta sair daquela “mesmice” e explorar outras paisagens. Vai que ela encontra um lugar melhor! Por que não se arriscar ao perigo? Se não fosse esse cajado apertando o seu pescoço… 

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Um dia o pasto estava calmo. Calmo até demais. Porém quando olho para o lado vejo uma amiga presa pelo pescoço, por meio de um cajado, pois tentara fugir. Revoltada com a dor provocada por aquele instrumento, volto-se para o Pastor e proferiu as seguintes palavras: “Querido pastor, preciso urgentemente explorar outros lugares, beber de outros rios, comer de outros pastos. Porém toda vez que eu quero sair e experimentar outra grama, você machuca o meu pescoço com seu cajado. Outra coisa, não agüento ser pressionada para catar minhas pulgas. Eu sei me virar sozinha! Posso muito bem tira-las sem a ajuda desses dedos que só me machucam. Se o carrapato está muito preso na minha pele, deixe; ele um dia sai. Mas ao invés disso o Senhor gosta de ver meu sofrimento arrancando o parasita e ferindo o meu corpo, além de  arrancar parte dos meus pelos. Sim… Antes que eu me esqueça. Não suporto a rígida disciplina. Tem hora pra tudo neste pasto: comer, beber, dormir… Até pra defecar tem um lugar específico. Isso não é vida. Ouvi dizer que tem um pasto onde você se vive, realmente livre. Onde pode-se fazer o que tem vontade, não dando satisfação do que faz a ninguém. Lá o pasto é mais verde e mais saboroso. Por isso que o Senhor não quer me deixar ir pra lá, pois sabe que eu serei feliz e realmente liberta desta opressão. Não agüento mais ser tosquiada diariamente. Isso é uma exploração.”

Porém o pastor calmamente pega um remédio coloca no pescoço da ovelha, machucado pelo cajado, e a deixa quieta em um canto. Só quando os ânimos estão acalmados o pastor chama novamente aquela ovelha que tentou fugir, coloca em seu colo e a mostra o pasto que ela queria visitar. Todas nós ficamos espantadas diante da reação da ovelha, pois quando ela conseguiu ver o lugar tão almejado simplesmente abaixou a cabeça e num suspiro falou: não vale a pena.

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E realmente não vale a pena. Amado, se Deus está permitindo alguma dor na sua vida é porque Ele está te tratando. Enquanto está doendo o pastor está tosquiando a ovelha (tirando seus excessos), catando as pulgas (retirando aquilo que nos ofende), segurando-a com seu cajado (impedindo que ela ingira comida podre).

“Sabe, pois, no teu coração, que, como um homem disciplina a seu filho, assim te disciplina o Senhor, teu Deus, para andares nos seus caminhos e o temeres.” (Deuteronômio 8:5)

“Bem-aventurado o homem, Senhor, a quem tu repreendes, a quem ensinas a tua lei, para lhe dares descanço dos dias maus, até que se abra a cova para o ímpio.” (Salmo 94:12-13)

“Filho meu, não rejeiteis a disciplina do Senhor, nem te enfades da sua repreensão. Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem. Feliz o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento: porque melhor é o lucro que ela dá do que o da prata, e melhora sua renda do que o ouro mais fino. Mais preciosa é do que as pérolas, e tudo o que podes desejar não é comparável a ela.” (Provérbios 3:11-15)    

 

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Não são poucos momentos em que chegamos à igreja e deparamos com muitos rostos desanimados, com pessoas que não conseguem levantar as mãos na hora da adoração, que não conseguem cantar os hinos com muito fervor, ou não modificam seus músculos demonstrando que são realmente filhos de Deus. Estou falando isso, pois ouvi hoje a seguinte expressão: “Existem certos rostos que não dá mais pra suportar na igreja”. Outro falou: “Temos que nos comportar como filhos do Rei e não como escravos.” Era explicito a insatisfação de quem dirigia o culto na existência de um possível desanimo por parte de quem assistia. A expressão corporal não condizia com uma adoração, levando a uma conclusão de um desanimo, de uma falta de posicionamento.

Portanto não sabemos o que cada indivíduo passa e o que ele sente no seu íntimo. Nem sempre levantar a mão fervorosamente, gritar ou chorar significa uma atitude de arrependimento. Claro que as atitudes citadas fazem parte quando sentimos paixão sobre algo. Fazem parte! Acredito que não apenas a parte, mas o todo merece atenção. Precisamos encarar a situação de uma forma mais ampla, tentando perceber o que fez aquilo acontecer e não apenas apontar: está acontecendo isso. Um exemplo: Quando você disser para alguém que está sendo acompanhado por um médico, possivelmente o outro irá pensar que estás doente. Isso porque estamos muito mais disponíveis a remediar do que a prevenir. Ir ao médico, na maioria das vezes, significa estamos com alguma doença. Somos tendenciosos a apontar a causa. Infelizmente só agimos quando algo acontece. Precisamos então prevenir, cuidar, amar do outro e aceita-lo.

Volto então para o comportamento das pessoas que assistiam o culto. Não podemos adorar verdadeiramente quando estamos doentes. Todos têm uma trajetória que levou a determinada ação. Não podemos ver apenas o pedaço da vida de uma pessoa, mas devemos ter em mente: o que o(a) levou a se comportar desta forma? Não adianta de nada recorrer à forma, insistir exaustivamente para que as pessoas pulem, gritem, clamem quando estão doentes. Não ao farisaísmo, não é mesmo?! Todas essas atitudes fervorosas devem surgir naturalmente. Devemos ser adoradores e não animadores de festa. A igreja não precisa ser sacudida, animada por aquele que comanda o microfone. A igreja necessita ser curada por Deus. Como um atleta irá correr uma maratona se o seu joelho não consegue articular?

Só quando entendemos, conhecemos e nos deparamos com o outro é que percebemos o problema gerador, o porquê aquela pessoa chegou de determinada maneira na igreja. Todos precisam de acompanhamento. Entretanto como iremos ajudar o outro se somos nós que estamos doentes? Lembro-me então dos maiores mandamentos, segundo Jesus: Amarás ao teu Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo. É isso! Devemos então orar incessantemente: Deus me ensina a te amar, me ensina a me amar, e a amar ao meu próximo. Quando Deus nos ensina isso, aí sim, acontece uma adoração verdadeira, uma adoração que não se deixa levar pelo emocionalismo, ou por frenesis passageiros.

Qual o acompanhamento que você tem dado a um companheiro de cultos? O que temos feito para curar nossa nação? Talvez, no nosso íntimo, surja a indagação: como irei ajudar ao outro quando estou doente? É neste momento que Deus me faz lembrar do Senhor Jesus entre açoites, com feridas por todo o seu corpo, mas obstinado a cumprir seu propósito. Da mesma forma em meio às feridas da alma, devemos seguir o exemplo de nosso Salvador e orar constantemente: Pai, se possível afasta de mim este cálice, mas que seja feita a tua vontade.

Permita-se ser curado por Deus, e acompanhar alguém. Talvez enquanto você escuta e dá palavras de conforto para esse alguém você se sinta curado por Deus concomitantemente.

Início, meio e fim.

Publicado: 29th Outubro 2011 por Maurício em Gospel, Interessante, Tudo Resumido
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“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Romanos 12:1) Começo esse post com este versículo escrito pelo apostolo Paulo, pois ultimamente tenho visto muitos cultos meio que irracionais. Talvez esteja sendo imediatista e generalista, mas faço isso de propósito, pois a gravidade do problema que se instaura em nosso meio pede essa indicação, um tanto quanto, extrema. Percebemos em várias igrejas a exacerbação do emocionalismo. Muitas pregações, shows e cultos, em nosso meio cristão, só falta dizer: é proibido pensar. Como diz João Alexandre em uma de suas canções: “reconstruindo o que Jesus derrubou, recosturando o véu que a cruz já rasgou, ressuscitando a lei pisando na graça negociando com Deus…”. Palavras belíssimas, enfeitadas, ornamentadas são as que mais fazem sucesso em nosso meio. Os choros descontrolados, provocado pela emoção exacerbada, dá uma impressão de pseudo- catarse. É isso que toca as pessoas, então está certo! Talvez essa forte recorrência as emoções, de maneira exagerada, seja para maquiar a ausência de Deus. Não estou aqui afirmando que num culto você não possa chorar e se quebrantar na presença de Deus, mas tudo com ordem e decência (I Coríntios 14:40) e que não provoque uma distorção nos princípios bíblicos.

Sei que estamos numa época pragmática e essa cultura influência nosso meio, mas não posso me calar. Nem todos os meios são corretos. “Salvar” milhões de pessoas em um só dia numa ministração, por exemplo, não significa que se pregou a palavra de Deus genuinamente. Você pode dizer: “mas é pelo fruto que se conhece a árvore; se frutificou um fruto bom é porque a árvore boa.” Nem sempre. Uma mangueira dará manga. Claro! Mas se ela estiver doente ela dará mangas doentes. Continua sendo o mesmo fruto, só que agora enfermo. É assim que se encontra nossa igreja: doente. Como conseqüência tudo o quanto nós fazemos reflete essa nossa doença. Precisamos do remédio divino. E esse remédio se chama: conhecer mais a Deus. Necessitamos urgentemente recorrer a Deus, ler a sua Palavra, questionar nossa prática e nos satisfazer na lei do Senhor.

Como estudo teatro vou fazer aqui uma ligeira comparação, posso está absurdamente errado, mas falarei minha opinião baseada no que tenho lido e visto. Todos conhecem, ou pelo menos a maioria, ao espetáculo que chama: Jardim do Inimigo. Eles fazem um bom trabalho cênico, porém o que eu quero chamar a atenção se diz respeito aos meios que eles utilizam para se chegar a um fim: pregação da palavra. Colocam a figura de satanás como protagonista do espetáculo. Esse personagem então critica e provoca as ações dos cristãos no intuito de levar ao arrependimento. Primeiro ponto: satanás como protagosnita?! Mas o que acho mais agravante é a forma como a mensagem é passada. Não posso negar que somos confrontados com a figura do capeta nos acusando. Porém querem nos convencer dos nossos atos errôneos pela provocação do medo? Chega de buscar o que o regimento medieval utilizava para convencer os fiéis. Jesus não pregava assim. Lembra-se de como ele instruía as pessoas? Sei que a Cia. Jeová Nissi tem muitas qualidades, mas isso todos já sabem; o que estou propondo é outro olhar, uma olhar questionador.

Espero que percebam minha preocupação com a igreja. Precisamos nos juntar em oração e dizer: não vou aceitar que o pragmatismo mundano entre em nosso meio. Devemos orar a Deus e buscar resposta em sua Palavra. Chega de dizer: “mas eu senti Deus falando comigo.” Se estiver contra os princípios bíblicos está errado. Novamente afirmo que não estou aniquilando as emoções, pois elas até são uma ordenança: “Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos.” (Filipenses 4:4). Portanto tanto os nossos pensamentos quanto nossas emoções devem ser saudáveis.

Pensemos então no como iniciamos, prosseguimos e finalizamos algo. O resultado do fim não justifica os meios. Nem todas as vezes salvar muitas vidas ao mesmo tempo significa que a pregação foi centrada na Palavra. Busquemos mais rever nossas ações e coloquemos não nossas emoções, mas Cristo no centro da nossa vida.